...de ler hoje os dois primeiros capítulos do livro "Guia politicamente incorreto da História do Brasil" escrito por Leandro Narloch.
Tinha interesse especial por dois capítulos: Índios pelo fato de ter trabalhado por três anos em meio a eles e Negros por viver há mais de quatro anos no Continente Mãe.
Não vou entrar no mérito histórico da coisa, mas vou falar de minhas impressões baseadas em minha vivência "in loco" na Zâmbia e na RD do Congo dentro do contexto de revisão histórica proposta pelo livro.

Gabriela e Natacha no orfanato Sara Rose com a Nancy, Juliet e Mpalo - 2009

Gabriela e minha sogra preparando sopa para as crianças - 2009

Minha sogra e cunhado com Mpalo no colo - 2009

Natacha, marido e eu na travessia de Zâmbia para Botswana - 2009
Em casa temos um caso com os dois grupos étnicos, de minha parte indígena e da parte do marido negra. Isso fica evidente nos traços familiares de ambos.
Apesar de eu não me autodenominar índia, o marido o faz com orgulho: Sou negro.
Portanto, vir para a África foi motivo de alegria para nós. E alguns mitos caíram por terra diante da realidade do dia a dia.
Aqui somos considerados brancos e como tal somos diferentes e recebemos tratamento diferenciado.
Não estou aqui para defender ou julgar ninguém, nosso país é um país preconceituoso e ponto. Fomos um país escravagista e ponto. Temos a cara de pau de dizermos que não existe preconceito no país e ponto. Dizemos não ser preconceituosos, mas lidamos mal com as diferenças e ponto.
Enfim essa é uma discussão que não tem fim, é explosiva e por vezes repulsiva.
Pisamos no Continente em 2006, afoitos, sedentos por informações, queríamos beber direto da fonte. Chegamos a Zâmbia, primeiro os dois (marido e eu) depois trouxemos os filhotes.
A Zâmbia é um país relativamente pacífico, referência para o Continente. Teve colonização inglesa e deles mantiveram como herança o modo de viver. Da língua à mão inglesa, do chá ao vestuário.
Quando falam em inglês, falam formal e pausadamente. Quando falam em Bemba (língua da região em que vivíamos) falam alto e com gestuais. Ambas as línguas convivem em harmonia dentro do mesmo ser, isso quando não há mais de uma já que no país fala-se mais de oitenta línguas e dialetos. Cinco línguas bantas são usadas oficialmente na educação e na administração zambiana. Meu antigo professor de inglês fala com fluência: inglês, francês, italiano, alemão e mais dez línguas africanas. Um homem culto que estudou e viveu por anos na Europa, mas que preferiu voltar às suas raízes. Quando fui embora ele estava se dedicando ao estudo do Espanhol. E assim é uma parte da população, pessoas ricas que mandam seus filhos estudarem na Europa e pessoas que trabalham duro e fazem com que seus filhos cursem o tão sonhado ensino superior. Um colega de trabalho responsável pelos documentos dos expatriados tinha diversos filhos: médicos, engenheiros e advogados. Nossa ajudante do lar (Maggie) mantinha com muita dificuldade a filha na capital estudando Ciências Sociais.
Até aí tudo é muito parecido com o que nos temos no Brasil. Meus sogros que não tiveram oportunidade de fazer o terceiro grau fizeram com que os quatro filhos estudassem, todos são graduados e pós-graduados.
Mas o que assistíamos e continuamos a assistir é um "espetáculo de horrores" no qual eles são atores e diretores. Convivemos com a mansidão deles para com os brancos e com a depreciação dos seus. Os quem tem maiores poderes, minimamente que seja, destratam os seus com veemência.

Marido e sua antiga equipe de trabalho na RD do Congo
Essa atitude atemporal é bem descrita na citação do livro e nos remete ao que vivenciamos aqui. [...] obedientes a um que se chama o Ganga Zumba, que quer dizer Senhor Grande; a este têm por seu rei e senhor todos os mais, assim naturais dos Palmares como vindos de fora; tem palácio, casas de sua família, é assistido de guardas e oficiais que costumam ter as casas reais. É tratado com todos os respeitos de rei e com todas as honras de senhor. Os que chegam à sua presença põem os joelhos no chão e batem palmas das mãos em sinal de reconhecimento e protestação de sua excelência; falam-lhe "majestade", obedecem-lhe por admiração. Flávio dos Santos Gomes, Palmares, Contexto, 2005, página 104.
Trazendo isso para o real, estávamos marido, eu e um casal de amigos fazendo um lanche no quintal quando a Maggie veio falar algo comigo, quando ela viu meu marido que na época já trabalhava no Congo e ia para casa uma vez por mês ela se ajoelhou e baixou a cabeça para dar-lhe as boas vindas. Aquilo foi como um soco no estômago para mim. Meu marido pediu que ela se levantasse. Depois expliquei para ela em particular que aquilo não era necessário e muito menos correto. Ela me disse que essa atitude é comum diante dos patrões, sejam eles brancos ou negros. Disse-me ainda que os salários pagos por patrões brancos eram quase o dobro do que era pago por patrões negros.
Natacha despedindo-se dos amigos na Zâmbia
Noutros episódios, Natacha e o Raul chegavam em casa com relatos de maus tratos dos professores com os alunos zambianos. Desde jogar cadernos no chão a bofetões. Eles se impuseram naturalmente, Raul pelo tamanho, logo se pos a jogar e abraçar os outros garotos tornando-se um deles. Como ele tem a pele escura passava facilmente por indiano e isso facilitou a inserção dele no grupo.
Já a Natacha muito branca, teve mais dificuldade. Enquanto algumas meninas amavam o cabelo dela, outras a tratavam mal e com desprezo.
Eles estudavam na escola da empresa com mais de 1300 crianças onde praticamente 100% eram negros. Podíamos tê-los matriculado num colégio inglês onde essa diferença era menor. Mas não o fizemos, achávamos importante a convivência deles numa escola africana que está em busca da internacionalização, mas ainda assim africana. Onde é comum falar em Bemba ainda que proibido. Inclusive alguns professores ministravam a aula assim.
Abraço afetuoso em sua melhor amiga Nicole
A Natacha era por assim dizer a única criança branca da escola, sofreu com colegas e professores, mas fez-se ser respeitada e saiu de lá querida tanto pelos docentes quanto pelos discentes.
Lindas
Isso fez total diferença para ambos na visão de mundo, tanto o Raul quanto a Natacha são amplamente elogiados por seus professores da área de humanas. Posso dizer sem falsa modéstia que a Natacha foi a responsável pela inserção de uma aluna com dificuldades físicas na atual escola dela em Minas. Motivo de muito orgulho para nós.
Marido, apesar da pele escura não pode andar na carroceria de carros abertos, porque ele é "branco" e isso traria problemas para o motorista que carrega sem problema nenhum vários dos congoleses na carroceria.
Sem mais delongas, na última entrada nossa no país vieram um grupo de trabalhadores africanos (não sei de onde), o vôo de Johannesburg para Kolwezi é da empresa, portanto só vêm funcionários e familiares.
Ou seja, independente de cargos todos são iguais. Mas para imigração não é assim, eles pegam com certa educação nossos passaportes e quando chegam nos "seus" eles praticamente arrancam os passaportes das mãos, falam alto e comentem grosserias.
Eu não consigo entender onde está a lógica da coisa.
Fiquei matutando comigo mesma, talvez o autor do livro tenha razão em muitas das discussões propostas, já que hoje ainda presencio atitudes do gênero.
Dentre elas a de que: Os nobres africanos dependiam da venda de escravos para manter seu poder. Vendendo gente, eles obtinham armas. Garantiam assim a expansão do território e o domínio das terras já conquistadas. Sem a troca de escravos por armas, tinham a soberania do território e a própria cabeça ameaçadas. Leandro Narloch, Guia politicamente incorreto da história do Brasil, Leya, 2009, páginas 91 e 92.
Talvez tenha mudado a "moeda de troca", mas os africanos continuam se subjugando.
Não estou aqui para posar de boa moça, nem para contestar ninguém, muito menos para ofender. Talvez este seja mais um motivo de reflexão mais para mim do que para vocês já que quem convive com essa situação sou eu.
Eu sou preta
Trago a luz que vem da noite
Todos os meus santos
Também podem lhe ajudar
Basta olhar pra mim pra ver
Por que é que a lua brilha
Basta olhar pra mim pra ver
Que eu sou preta da Bahia
Eu tenho a vida no peito das cores vivas
No meu sangue o dendê se misturou
Tenho o fogo do suor dos andantes
E a paciência do melhor caçador
Eu sou preta
Vou de encontro à alegria
Minha fantasia é mostrar o que eu sou
Vim de Pirajá cantando pra Oxalá
Pra mostrar a cor do alá de Salvador
Eu sou preta, mãe da noite, irmã do dia
Sou do Cortejo Afro encantador
Filho de Ilê Ayê, Ghandi Mestre Pastinha meu amor
Vou misturar o que Deus não misturou
Um abraço negro
Um sorriso negro
Traz. felicidade
Negro sem emprego
Fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade
Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
Negro é a solidão
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é silêncio é a luta.
Negro também é saudade
Começou com a tal escravidão.
Onde todo o sacrifício era nas costas do negão
Hoje ta tudo mudado e o negro ta ligado.
Atrás de um futuro melhor considerado.
Respeito amor dignidade atitude.
Trabalho dinheiro cidadania e saúde.
E para o nosso país integração.
E para o nosso povo paz e união.
Preta.
Amanhã Vera e Renato chegam das férias no Brasil, portanto devo dar as caras com um novo post somente na segunda-feira. Vou me dedicar a fazer um almoço gostoso para esperá-los.
Beijocas e boa quinta-feira.

Por isso adoro passar por aqui....aprendo sempre!Pura cultura!Qto ao preconceito,concordo 100% com tudo!Vc definiu perfeitamente nosso país. Nossa triste realidade.
ResponderExcluirOi Taia, é infelismente não é fácil acabar com as desigualdades, acho que maior do que o preconceito racial é o social, quando um menino negro começa a jogar futebol e se dá bem, as portas se abrem pra ele, é o poder do dinheiro!Esse povo foi tão subjulgado que ainda acha que é um favor o pagamento pelo seu trabalho e não fruto de seu esforço! E os que se deram bem acham que têm que subjulgar para ter o respeito da população, em pleno século 21 ainda estamos engatinhando no quesito humanidade, com diferenças entre continentes, mas no fundo continua o preconceito racial, social e sexual! Sempre fui pobre ou seja nunca passei fome, só não tinha luxos, carros, casa bonita, roupa de griffe, quando adolescente uma menina quando veio à minha casa pela primeira vez se espantou, disse na maior cara de pau que achava que eu era riquinha, pois era loira de olhos verdes e nunca imaginava que eu era pobre!!! rsrs Taia isso é muito complexo, muito difícil da gente entender e de mudar, séculos de crueldade, as pessoas se acostumam e vão levando... é como eu penso que as mulheres de burca vão vivendo, dá pra entender??? Mulheres apedrejadas!!! Meninas que têm seus hímens retirados à força!!! Quando se pára pra pensar em tudo isso, se enlouquece!!! Bjs
ResponderExcluirFinalmente,mas finalmente eu ouço isso...que eles eram vendidos muitas vezes pelos proprios irmão de cor....sabe que nem falo sobre isso,porque tem que se ter um embasamento histórico para tal....mas com esta história de tudo ser preconceitoso qualquer comentário...a gente não fala nada,até porque as vezes a gente se vê em uma situação absolutamente inlógica...quer ver?...eu não sei como explicar para a Maitê que a criança tem pele escura....ela pouco se importa,ela quer brincar,mas me perguntou outro dia...
ResponderExcluir-Mamãe porque a Bia tem pele preta?
Foi simples a explicação até ai.....porque ela e de raça negra.Assim como a Rya e Oriental(outra amiguinha).
-A sei.Mas então porque ela chorou quando a fulaninha(não sei o nome)chamou ela de menininha pretinha?
-?????...me deu um branco....na verdade se a fulaninha tivesse chamado ela de menininha negrinha,ela iria chorar do mesmo jeito,ela se sentiria depreciada e com certeza humilhada.
E necessário que nas escolas existam aulas sobre diferenciação de raças?,ou se espera que a criança entenda as diferenças ouvindo isto aqui e ali?,a criança tem que entender que Preto e cor,Negro e raça,e se valorizar...coisa dificil no nosso mundo ainda hoje...sem demagogias.
-Depois de uns dias ela voltou com esta converça.
-Mamãe eu amo a Bia,ela e tão boazinha,não me bate(eles se batem?)ela e um bombomzinho....
-Bombomzinho,mas ela se chama BIA.
-E mamãe,mas ela disse que ela e marronzinha que nem um bombom.
E ai Taia?....a mãe achou um jeito,mas nem sei se ela esta certa ou errada...o que sei e que como ela vai explicar para uma criança de 4 anos de idade diferenças raciais?.
Deusa
vasinhos coloridos
Taia, nem sei por onde começar a comentar esse incrível post. Sabe de meu interesse sobre o comportamento humano e seu papel na sociedade, e tenho percepções minhas a respeito de muitas coisas.
ResponderExcluirUma delas é o respeito à cultura individual. Os EUA chegaram no Iraque mudando uma cultura, e bagunçaram todo o coreto discordando da forma de vida deles, que por mais tosca que possa parecer, era a cultura dali. Não se questiona na casa ou nas terras dos outros se o que fazem alí é certo ou errado. Respeita-se (com o direito de indignar-se internamente) e pronto!
Trazendo o problema macro para o micro, é o desrespeito aos costumes alheios que fazem alguns odiar a sogra e vice-versa. Na casa da véia, cabe ao genro ou à nora adequar-se, ou no mínimo respeitar a cultura de quem estava lá primeiro.
Assim ocorre em qualquer país, em qualquer civilização autêntica. No Brasil, que é o resultado de muitas culturas somadas, não há como estabelecer um padrão de comportamento unificado, a não ser o indígena, que já foi subjulgado e hoje é tratado como um animal excêntrico, visitado por turistas como quem vai ao jardim zoológico.
A cultura do povo que você narrou é essa. O papel de quem domina e de quem é dominado é bem claro para eles, e está presente desde o nascimento das crianças, mesmo que a UNICEF, a ONU, a comissão de direitos humanos e seja lá quem for discorde. Na Inglaterra o rei é líder espiritual, assim como no Irã. No Japão o imperador tem um status que só é possível numa cultura milenar. Imaginem se os japoneses nos invadissem e transformassem nossa linha de comando, sob o pretexto de que eles estão certos e nossa cultura é absurda?!
Então a minha opinião é essa, e não me admira também que os estrangeiros sejam mais bem tratados no Congo do que os próprios nativos. Aqui no Brasil também é assim... somos mais hospitaleiros com os de fora do que com os daqui.
Acho que precisamos conhecer as diferentes culturas com o objetivo de aprimorar nossa conduta, como ocorreu com você e com a Natacha. Todos têm virtudes e defeitos. Se trocarmos um velho defeito nosso por uma nova virtude de outro povo, com certeza seremos cada dia melhores...
Grande beijo!
Taia. O Brasil ainda fala muito de coisas que sonha ter, ou deixar de ter. O processo é lento e depende de como educamos nossas pequenos, porque as idéias que movem o mundo são plantadas cedo... eu rezo pra que o Brasil dos meus netos nem precise falar de preconceito, pois até lá espero que essa palavra não passe de uma palavra que ficou registrada no dicionário mas longe dos corações e mentes. Eu tenho amigos queridos e a amizade que tenho pra oferecer não tem cor nem credo, o sorriso é de graça, o abraço aquece a alma e as mãos foram feitas pra ficarem unidas, num aperto de mão, numa prece e na doação. Tenho muito pra aprende ainda e muito mais pra deixar como exemplo pros filhos, assim como o exemplo que vcs dão aos seus...
ResponderExcluirfalando em abraço... sinta-se abraçada
um beijinho do quarteto
Josi
oi Taia
ResponderExcluirO pré/ conceito não tem jeito ele existe..é triste, mas é natural do ser humano, o que não podemos é julgar o outro atravez de uma ideia pré concebida , isso existe com arianos, negros, asiaticos, indios e por aí vai, acredito apenas que se todos olhassem sem medo ou orgulho uns aos outros seria diferente, melhoramos muito do que eramos a uns 20 ou 30 anos atrás é a tal de evolução, é o ideal hoje? nem estamos perto do ideal!porém vamos caminhando, aprendendo e ensinando ...queria muito que fosse diferente , mas não é ! Mudando no seu nucleo familiar e as pessoas que o cercam , pronto a sementinha vai sendo plantada e vai germinando e frutos vão sendo dados ( caso da sua filha) e vão ser replantados por vários e quem sabe o ser humano passe a ser humano com seus irmãos.
Taia, não sei se me fiz entender, como vc disse é uma conversa polemica e deixo bem claro ODEIO julgar qualquer pessoa, mas qtas vezes não fazemos isso .
Tânia Silvia
Taia, é emocionante ler seus relatos. Louve a Deus por estar vivenciando, assimilando e respeitando essa outra cultura.Certeza absoluta tenho: se eu já amava a África através de filmes, algumas lendas e contos que a revista "Nova Escola" publicava, imagine agora que lhe conheci? E vc ainda encontra um jeitinho de me fazer carinho, espiando o meu tão simplezinho blog. Obrigada, menina Taia, todas as bênçãos! Ah! Tenho na minha pasta pinturas de um africano, lindas! Beijão! Paz e bem!
ResponderExcluirMenina, o post de hoje tem é pano pra manga!
ResponderExcluirNuma aula de antropologia na faculdade, nosso professor nos levou um livro escrito a partir de uma pesquisa realizada para saber da miscigenação do país.
Foram catalogadas mais de 100 tipos de raça (Oh!).
Quando perguntados a respeito de sua raça, eles nunca respondiam negro, branco ou índio.
A resposta era de forma a valorizar seu status social.
Então saiu coisas do tipo "marrom bombom", "clarinha", "doce de leite", "branquinha", "leite de coco".
Era um festival de comidas típicas ou a história da nossa miscigenação?
Sinto na sala de aula esse drama todos os dias. Crianças negras não assumem suas raças e ainda depreciam as que, por ventura, têm a pele mais escura.
É estranho a pessoa não se aceitar, não?
Muitas vezes, digo que apesar dos meus cabelos lisos e pele clara, sou bisneta de negros por parte dos meu pai e da minha mãe. E me orgulho da história da minha família.
Eles acham que não é verdade.
Mas, o preconceito pior de todos é contra o pobre.
A burguesia carioca tem cometido barbáries nesse quesito.
Jovens marginais de classe média alta, que tiveram acesso às melhores escolas e viagens, mas não receberam "limites", muito menos amor.
Saem por aí espancando, matando, roubando...uma tristeza de ver.
Uma frase que tenho ouvido muito e gosto de repetir é:
"Antes nos preocupávamos com o mundo que deixaríamos para nossos filhos.
Agora, devemos nos preocupar com os filhos que deixaremos nesse mundo."
Tô fazendo a minha parte e sei que faz a sua, cara amiga!
Bjks em seu coração sonhador.
É raealmente entristecedor os antagonismos africanos. Muitos argumentos apoiados no processo histórico para se justificar comportamentos (como os descritos por vc) não me convencem, porque antes de acreditar q o ser humano é produto de uma história acredito q ele é um ser solidário. E é sempre acalentador acreditar nisso mesmo quando diantes de exemplos tão claros,sou forçada a duvidar.
ResponderExcluirQuanto mais a gente estuda este tema menos entendemos a natureza humana. Depois te mando por email o nome de um livro que vc vai gostar muito.
ResponderExcluirEstudo a tanto tempo a cultura africana e as relações criadas dentro do nosso país com a escravidão que primeiro vou ler o livro e depois comentar com conhecimento de causa.
Nada relacionado ao ser humano é fácil de entender e quase sempre temos que sair um pouco do nosso senso comum para compreender muitos fatos, principalmente relacionados com os continentes mais antigos da terra.
Bjs querida.
Obrigada Mariana. Temos muito que caminhar em termos de igualdade e respeito ao próximo, precisamos começar a plantar a sementinha dentro de nossos lares. Beijocas!
ResponderExcluirOi Cecilia, também tenho sentido isso. Estamos caminhando no sentido da inserção das diferenças em nosso meio desde que esta venha acompanhada de grana e status. Obviamente não dá para generalizar, nós temos mudado e acredito que o respeito ao próximo devagar vai sendo alcançado. Ainda que a passos de tartaruga. Tanto eu quanto meu marido viemos de famílias humildes. Vivi no Amazonas em palafitas literalmente cagando de um lado e bebendo a água do outro. Não tenho vergonha de minhas origens e apesar da vida ter melhorado a essência da simplicidade nossa é a mesma. É uma batalha diária tentar ampliar nossos horizontes e ensinar nossos filhos que o mundo pode ser melhor se convivermos em irmandade. Quem disse que o mundo é justo? Beijocas!
ResponderExcluirPois é Deusa, hoje em dia é difícil emitir opinião sem ser crucificado. Diante de um tema que exige debate e educação às vezes temos que nos calar para não sermos mal interpretados. Obviamente que o fato do tráfico de escravos muitas vezes ter sido feito por eles próprios não exime em nada a culpa dos colonizadores pelas barbáries cometidas. Quanto a ensinar nomenclatura de cores e raças para crianças acho que isso é desnecessário, a diferença já começa a ser implantada aí. Para a criança isso é indiferente e porque não deixá-la crescer assim sem chamar a atenção para esse detalhe que não muda em nada nossa essência humana. É difícil minha amiga, muito difícil. Beijocas!
ResponderExcluirOi Adriano, não questionar determinadas condutas é impossível. É inerente ao homem esse comportamento observador e questionador, daí a querer alterar esses hábitos através da força e da opressão já são outros quinhentos. Concordo contigo que quem tem que adequar-se é quem chegou por último.
ResponderExcluirQuanto aos indígenas tenho meu ponto de vista um pouco diferente do seu, apesar do excesso de protecionismo que nosso governo tem com eles, esse modo de viver tradicional é um direito deles e permitir que não-índios conheçam esse universo também o é. Muitos desses indígenas não falam português e dependem de suas lideranças para se comunicarem com o mundo externo. Assim como os massai na Tanzânia ou os aborígenes na Austrália, fazer da visitação uma forma de ganhar dinheiro em meu ponto de vista não é errado.
Hoje fui buscar meus amigos no Aeroporto e vi um sul-africano sendo empurrado por um policial da imigração para que deixasse outras pessoas passar na frente (brancos), o pior é que não adianta ficar nervoso. Pode ser pior. A pessoa tem que engolir sua ira e fazer de conta que não aconteceu nada.
Temos muito que aprender. Beijocas!
Nossa geração ainda está impregnada de preconceito Josi, cabe a nós mudarmos nosso meio. É uma batalha diária, uma longa jornada em busca de um mundo melhor, de auto conhecimento, de tolerância e de aprendizado...ensinar nossos filhos a respeitar o próximo é um bom caminho. Beijocas no quarteto.
ResponderExcluirOi Tania, concordo contigo que estamos melhorando e também acho que a transformação ocorre ao nosso redor. Podemos e devemos ir conscientizando os nossos, e os nossos conscientizará os deles e assim sucessivamente até que não tenhamos mais que nos definir por uma cartela de cores e sim como Humanos. O caminho é longo e árduo, mas não impossível. Basta haver boa vontade e iniciativa. Infelizmente somos condicionados a julgar as pessoas, tudo que é diferente assusta. Ao invés de tentarmos entender, repelimos. Mas acredito que estamos no caminho. Há homens de boa vontade na terra Graças a Deus. Beijocas!
ResponderExcluirAmém, Maria Luiza. Agradeço sim, é dessa terra que sai nosso pão nosso de cada dia. É dessa terra que devagar temos conquistado nossos sonhos. Eles são talentosíssimos, pintam, esculpem, cantam, são bons percussionistas, quase sempre são educados e receptivos, não tenho do que reclamar...obrigada pelo carinho, beijocas!
ResponderExcluirComo tenho a aprender ainda minha amiga. Comentar mais impossível, você disse tudo e muito mais.
ResponderExcluirNão tinha a menor ideia de que o preconceito era assim também por aí.
Nessa minha viagem fiquei pasma com todos os tipos de preconceito que vive por terras das Alagoas. Até com minha amiga companheira de viagem houve momentos que me decepcionei. Mas como você disse há momentos que temos que ingolir nossa ira e ficamos quietos para não termos problemas futuros.
Sou uma pessoa muito simples e quando vejo determinadas atitudes me entristeço.
Texto seu me ensinou e muito.
Beijos de bom e maravilhoso fim de semana pra ti.
As variações apresentadas são as mais criativas possíveis Daniele. Meu marido tem horror à carteira de reservista dele onde ele é chamado de pardo. Quanto aos problemas sociais, tem virado uma barbárie mesmo. Falta de limite, falta de educação e excesso de proteção tem criado jovens tiranos e assassinos. É realmente preocupante. Ontem estava passando uma imagem do Rio e marido que não o conhece comentou: como podem deixar uma cidade tão bonita ser tomada pela violência. Imagino que seja difícil conviver e criar um filho com todos esses problemas sociais, que existem em todos os lugares, mas em alguns em níveis estratosféricos. Temos realmente que fazer a parte que nos cabe urgentemente. Beijocas!
ResponderExcluirNão podemos e não devemos perder a fé Kell, também acredito que sejamos seres solidários. Se a história nos compromete, pelo menos que possamos aprender com os erros de nossos antepassados para não cometê-los novamente. O que eu não posso é fechar os olhos para o que acontece ao meu redor, posso não ter poder para mudar, mas ainda tenho a capacidade de ficar indignada diante de atitudes que são erradas em qualquer canto do mundo. Beijocas!
ResponderExcluirVou ficar esperando o email madame, esse livro é indigesto, por vezes sarcástico (tom que eu não gosto). Somos seres complexos, mas podemos mudar padrões de comportamento. Podemos aprender, compartilhar conhecimentos, mudar de opinião...beijocas!
ResponderExcluirOi Rô, obrigada pelo carinho. Já passei por situações difíceis na Zâmbia, como por exemplo, um zambiano jogar uma meia em mim, ou ainda uma senhora me acusar de querer passar na frente da fila para pesar verdura por ser branca, quando na verdade ela é quem estava furando a fila pela parte de trás da bancada, ou ainda um bebum falando para eu voltar para Portugal...rsrsrsrs. Mas isso não me tira o senso de humor, porque talvez eles tenham lá a razão deles em tratar uns e outros com indiferença. No mais, o que podemos fazer é tentar mudar a nós mesmos e os que estão próximos de nós. Beijocas!
ResponderExcluirVim agradecer o aviso dessa Sandra, acabo de receber também um email dessa pessoa.
ResponderExcluirObrigada mesmo!
Beijus!
Oi Rô eu também recebi...rsrsrs. Engraçado que foi direto para a caixa de Spam que eu costumo esvaziar diariamente, por isso o vi. Beijocas, cuide-se!
ResponderExcluirAdorei seu texto e fotos, é isso mesmo.
ResponderExcluirBeijos e um lindo final de semana
Olá Tai
ResponderExcluirVc só fez confirmar minha vontade,ando na fase do vermelho,vou tentar.
Amiga,vivendo cá na Europa 5 anos,Portugal agora Bélgica,Como tenho aprendindo.
Ainda n lir o livro,estou a espera que chegue para mim.
É amiga,nosso pais é preconceituoso sim e pronto.Será mesmo berço?
Tai,nunca sofri um preconceito cá
O povo cá tem é sede de APRENDER (cultura,raça,povo,lingua).e é convivendo que se aprende.
Não vou comentar nada vc já disse tudo.
Concordo plenamente.
Como é triste a desigualdade social,o preconceito,o uso do poder..
Ai como sou feliz cá,quem de nós nunca asssitimos cenas de discriminação seja racial,social no Brasil.
Amei seu comentario e saber um pouco mas de vc e do continente mãe.
lindo final de semana,bjkas
Olá Taía!
ResponderExcluirQuanta coisa interessante contou para nós. Sabemos, estudamos mas viver ali no dia a dia com toda esta situação é o verdadeiro aprendizado que nos encaminha para a sabedoria.
Ninguém que olha meu rosto pode adivinhar que tenho sangue negro correndo nas veias...rss
Sou nascida em Salvador, BA e de família tradicional que iniciou sua carreira "artística" com o amor entre uma negra e um português na época do descobrimento do Brasil. Acabou recebendo inclusões de sangue alemão e inglês e hoje se transformou em raça pura brasileira! Em sã consciência como ser racista?
Muito delicado este tema...e muito bem abordado por você.
Por isso que eu gosto do ser humano...
Um dia haveremos de ver tudo isso transformado.
Parabéns querida.
Um beijo gostoso.
Astrid Annabelle
Taia, quando escreve, lemos com paciencia e prazer, pura cultura, mas o que mais gostei de tudo foi sua filha, uma vencedora, uma filha da Taia....que passa tudo isso....essa familia é linda, enfrenta....vive-se e muito, tanto aprendizado vc nos passa, maravilhoso vir aqui, obrigada Taia, por fazer um mundo melhor, constribuindo para um mundo melhor, seus filhos é o exemplo disso, uma vez escreví que temos que ser mães narigudas, cuidar de seus próprios filhos muito bem, do seu ninho, pq o nariz de nossos filhos saibam captar, odores, amores e dores do próximo.....bjks....Gil
ResponderExcluirTaia querida! Impressionada com seu relato! Seu blog é não só cultural, vc tem um olhar amoroso e franco para com as diversas realidades que vive ou viveu.
ResponderExcluirSerá que todos os povos que foram subjugados são assim? Será que é por isso que nossos pobres são maltratados nas filas dos hospitais públicos e dos insss da vida Brasil à fora? Bom para refletir, bom para pensar. Falta de amor próprio? Falta de políticas públicas que garantam uma vida digna? Sei lá...fiquei acabrunhada com seu relato emocionante, por suas fotos lindas e por vc ser essa mulher digna e que sabe passar aos seus filhos tb essa enorme dignidade e o mesmo olhar cheio de amor pelo outro, que vc e seu marido possuem. Beijos Taia, e minha admiração e orgulho por ter te conhecido.
Oi Taia!
ResponderExcluirQue blog interessante você tem!
Eu encontrei vc através da Clau Finotti (minha irmã). Virei sempre aqui ler você agora!
Bjos.
Obrigada pelo carinho Cris, beijocas e bom feriado!
ResponderExcluirOi Patrícia, temos as cadeiras da casinha de Minas em vermelho...Adooooooooooooooro! Fico feliz por sua experiência aí estar sendo rica, cheia de conhecimento e sem preconceito. Beijocas.
ResponderExcluirTomara que tenhamos sorte de presenciar essa mudança Astrid, aliás, até acredito que ela já esteja a caminho. É como diz um amigo e ex colega de trabalho: todos nós temos um pé na senzala e outro na aldeia. É por aí mesmo. Viver aqui não é fácil, mas não deixa de ser uma experiência rica e significativa. Beijocas e bom feriado.
ResponderExcluirObrigada pelo carinho Gil. A Natacha passou por um período de privações durante o período em que ficou conosco na Zâmbia. A vida lá é muito diferente da que normalmente os pré-adolescentes levam no Brasil. Sem praça, sem clube, sem esporte...da escola para casa, festinhas só familiares...a diferente era ela, a estranha era ela, a intrusa era ela, com paciência e algumas lágrimas conquistou fluência no inglês, fez amigos, ganhou respeito, aprendeu e ensinou. Essa passagem certamente foi um divisor de águas na vida dela. Beijocas!
ResponderExcluirObrigada Glorinha, procuro olhar o lado bom das coisas apesar de nem sempre ser apresentada para mim a melhor faceta. Apesar de vizinhos, Zâmbia e RD do Congo são muito diferentes. A vida aqui é muito mais difícil, para nativos e expatriados. Quase um barril de pólvora, onde um acidente de automóvel pode dar início a um conflito maior. É como se andássemos pisando em ovos, cuidados e atentos, reclusos em nosso mundinho. O contato com o mundo externo normalmente não é dos mais fáceis, seja pela abordagem de um guarda de trânsito pedindo propina, seja pelo tratamento indigno entre eles. Zé Ramalho já fez melodia que reflete um pouco do que há aqui, aí e acolá:
ResponderExcluirVida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!
Beijocas e bom feriado, com bastante linhas redigidas da melhor qualidade como lhe é comum.
Menina, como você se parece com sua mana. Seja sempre muito bem vinda. Beijocas!
ResponderExcluirAmiga,voçê ta muito caladinha....o que esta aprotando?...
ResponderExcluirAndo preocupada com a viagem a Moçambique...será que as coisas po lá estarão calmas para a sua viagem?
Deusa
vasinhos coloridos
Oi Deusa, tô aprontando nada não...rsrsrs. Minha amiguinha chegou e aí acabo tendo companhia pra ir à rua, ir na academia...fico um pouco menos no pc. Não tinha visto nada sobre Moçambique, verifiquei agora diante da sua indagação. O problema parece que é em Maputo na capital. Ainda estamos fechando nosso roteiro, não está totalmente decidido nem por Moçambique nem por Maurícios...beijocas e obrigada pela carinho.
ResponderExcluirImagino que aconteça mesmo Alexandre, uma pena não é mesmo. Gastamos uma energia considerável em sentimentos que não nos levam a nada. Não tenho do que reclamar da pequena comunidade brasileira que tínhamos na Zâmbia e que estamos começando a formar aqui no Congo. Quanto a escrever não penso não, pode ser que um dia os meus registros aqui no blog sirvam para alguma coisa. Mas no momento essa é minha única aspiração. Muito obrigada pelo comentário, é um super elogio vindo de você que sabe organizar tão bem suas idéias e passá-las para um texto. Beijocas!
ResponderExcluirOLÁ QUERIDA, OBRIGADA PELA SUA VISITA NO MEU BLOG. SEJA SEMPRE MTO BEM VINDA.
ResponderExcluirBEIJOS
SOL
Obrigada Sol...beijocas!
ResponderExcluirOi de novo!
ResponderExcluirQuantos relatos interessantes! Acho que vir aqui é melhor do que ler qualquer livro de história sobre a África, afinal tudo é contado com sua perspectiva, o que torna o texto sensívelmente realista. Eu vi um dia que as patroas, em determinadas regiões, dão castigos físicos às empregadas por elas não terem executado direito suas tarefas domésticas... agora professores maltratando crianças não tem como engolir...affff... qualquer maltrato contra qualquer criança me deixa enfurecida.
Grande beijo.
Clau
Obrigada Clau...é meu ponto de vista pessoal, com pouco conhecimento histórico e técnica. Mas é um olhar sincero...o pior é que os pais assinam embaixo dessa conduta, eu vivia esperta com os meus e ao mínimo sinal marido e eu fazíamos uma visita à escola. Beijocas!
ResponderExcluirOi, Taia
ResponderExcluirComo fiquei sem net, perdi muitas leituras e fica difícil pra por tudo em dia.
Ainda bem que por aqui sempre fuço tudo, rsrs, e não perdi esse post e mais esse aprendizado.
Eu já sofri muito por ter cor de jambo. Imagino que devo ser fdp pois segundo minha árvore gine, ops! genealógica, só tenho um índio e 3 europeu puros como ascedentes.
Antes, falava com orgulho que era negra. Ou por pura tentativa de vingança à família dos meus filhos (na verdade, só a avó paterna), que possuem descendência negra, mas que não se aceitam assim. "Branquiaram-se" pela sociedade, pelo dinheiro e assim o fizeram com os de grande poder aquisitivo, como é comum aqui no Brasil.
E assim eu virei a pior das "negras" para eles, pois vinha de uma família mais simples e que nunca deu valor ao dinheiro, muito menos à raça.
Quando minha filha fez a "tal árvore", se vingou por mim. Nem que fosse uma fdp, ficaria difícil para eles. Viraram a cara. Legal, né?
Pois é, a vida é assim mesmo. E eu sigo meu caminho, muito feliz e com orgulho dizendo, sou negra e daí? Tenho muito prazer em lhe conhecer, e vc é descendente de quê?
Bjs no coração!
Nilce
O Taia, este seu post é mesmo muito bom, daqueles que coloca todo mundo a pensar e pensar e pensar e a chegar a conclusão alguma para conseguir mudar esse mundo em que vivemos...pelo menos a curto prazo! Eu não vou dizer nada...não tenho nada de racista, ja sofri racismo na pele (quando trabalhei em Inglaterra, simplesmente por não ser Inglesa), já convivi com muita gente que não se impunha enquanto ser humano ou que se "escondia" atraz da côr acabando ele mesmo por fazer a grande diferença e por ser o maior racista de todos (e tem muita gente assim...), tem aqueles tambem que tendo uma pele clara mas vindo de uma familia mais escura se impunha e se ficava achando um "rei"...minha querida já vi quase de tudo, já vi até luta de castas entre Indianos se achando melhores que o vizinho do lado porque nasceu numa casta diferente....enfim...dava pra falar até amanhã....
ResponderExcluir....na minha opinião cada um tem que respeitar o outro enquanto ser humano com toda a "bagagem" cultural que ele traz independentemente de cor, raça ou credo....é um ser humano bom, então tem de ser bem tratado....para mim é um pouco dificil senão impossivel identificar alguem pela cor ou raça, para mim gente é gente! E sabe que mais? Eu sou muito branquela e ADORARIA ser mais escura...pois pele branca me faz sofrer muuuuito, é muito sensível e tenho tido serios problemas por causa disso!!!! Só aí que eu sinto diferença, sou menos afortunada, me falta pigmentação. Eu tou sempre falando: " Na proxima encarnação, quando for assinar o contrato com os mestres pra voltar à vida, só assino se for uma neguinha linda!!!" hehehe!!!
Agora sem brincadeira esse assunto só vai acabar quando deixar de haver gente neste mundo....
Beijinho Taia e parabens mais uma vez por sua familia linda... tem parte India, tem parte Negra mas o que realmente a distingue e enaltece é que tem MUITO AMOR no coração...é isso que faz de vocês pessoas maravilhosas de se conhecer e com muita luz...(mesmo que seja atravez desta telinha)!!!
Agora que acabei de escrever, tenho a sensação estranha de que não sei se ficou perceptivel o que escrevi...mas eu sou mesmo assim enrolada com as palavras.....liga não! hehehe
Marília Marques
Preconceito é algo que está grudado em nós Nilce, é uma batalha diária para abrirmos nosso coração para o diferente. De ambos os lados. Na escola da minha filha na Zâmbia era ela a diferente, ela quem causava incômodo...esse é um mal que existe desde que o mundo é mundo. Acredito que valorizar o que somos desde que não seja em detrimento do outro seja sempre muito bom. Beijocas!
ResponderExcluirEntendi o que você falou Marília. Nós como brasileiros normalmente somos bem recepcionados aonde chegamos. Mas sabemos que nem sempre isso acontece, xenofobia nesses casos é comum. Além do que, nem todos entram pela porta da frente no país dos outros como é o nosso caso que temos visto de trabalho e visto de residentes, isso faz com que nos sintamos mais seguros e protegidos. Beijocas!
ResponderExcluirIncrível esse post. Encontrei seu blog em minhas andanças pela blogosfera, entrei, me identifiquei e me sinto "em casa".
ResponderExcluirSou apaixonada por história, filosofia, sociologia, um monte de "ias". A África sempre me fascinou, e com seu blog posso visitá-la de algum modo.
Também tenho raízes negras e indígenas, graças à minha mãe(morena quase mulata) e sua
descendência. Meu pai (branco como vela)trouxe raízes espanhola e alemã. Somos 4 filhos: eu (primogênita) e a caçula somos morenas, meu irmão mais claro, e minha outra irmã muito branca, de cabelo loiro.
Meus pais sempre nos ensinaram que todas as pessoas são iguais, que independente de raça ou credo elas são da raça humana e é isso o que importa.
Concordo quando você diz que o Brasil é hipócrita, que há preconceito sim, e por tudo: preconceito racial, social, religioso, sexual, cultural...
Eu tenho procurado (incessantemente) evoluir humana e espiritualmente, um dia de cada vez.
Fico triste com episódios de racismo, discriminação... Ás vezes me sinto impotente.
Beijo.
Oi Carine, obrigada pelo recado carinhoso...entre e sinta-se a vontade. A casa é nossa. O que torna o Brasil fascinante é justamente esse caldeirão multi-étnico do qual fazemos parte. É nossa marca registrada. Só nos falta entender melhor nossas origens para lidar melhor com as diferenças, mas estamos caminhando, assim penso eu. O preconceito está impregnado em nossa história, alterar padrões de comportamento tidos como no mínimo toleráveis é muito difícil, mas podemos cada um mudar um pouco o nosso meio e assim quem sabe um dia o todo esteja também alterado. Beijocas!
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