Redirecionamento

sábado, 27 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sessão...


...nostalgia despertada por dois fatos que ocorreram ontem. Primeiro li um texto da Laély em blog alheio, no caso o Bicha Fêmea e logo em seguida fui à escola da menina caçula para a primeira reunião escolar do ano.
Fiquei encantada com a fala apaixonada da Coordenadora Pedagógica da escola e lembrei-me do tempo em que eu atuava na Academia.
Com um público mais que seleto: Indígenas. Estudei faculdade de Matemática e Engenharia Florestal, abandonadas pelas constantes mudanças. Apaixonei-me por ambas as áreas, mas a licenciatura é uma delícia.
Trabalhei por três anos na UNEMAT, Campus de Barra do Bugres na Faculdade Indígena Intercultural, onde cento e oitenta acadêmicos indígenas mato-grossenses e vinte de outros estados ingressaram naquela que foi a primeira Faculdade indígena na América Latina, com mais de trinta etnias.
Vou me ater a essas informações, quem tiver maior interesse pode conhecer o site da Instituição. Hoje, tenho me dedicado somente à família e não me arrependo apesar de sentir saudade.
A mulher atual exerce uma dupla, tripla jornada de trabalho. Cuida dos filhos, do marido, da casa, trabalha fora, prepara o jantar, corre o dia todo e de noite tem que se transformar em "mulher nova, bonita e carinhosa...".
Só quem é mulher pode entender o que se passa na cabeça de outra, as dificuldades, os anseios, a culpa, a dúvida, são sentimentos constantes que nos acompanham pela vida toda. Nunca estamos 100% certa de que estamos certas, sempre achamos que poderíamos ter feito melhor.
Acho que Deus quis me jogar num balaio multicultural e multidisciplinar desde pequena. Comecei a andar ainda bebê até a adolescência pelas regiões Norte e Centro-oeste em companhia dos meus pais.
Nasci em Roraima, vivi no Amazonas, no Pará, em Goiás, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em Minas, fui para a Zâmbia e agora caí na República Democrática do Congo.
Minha vida nunca foi normal, minhas raízes sempre se esticaram mais do que a da grande maioria. E o que eu ganhei com isso??? Tolerância, conhecimento e respeito ao próximo. Ilustro esse texto com algumas passagens da minha vida acadêmica/profissional.

Tenho bastante material bibliográfico guardado, de vez enquando saio com um livro embaixo do braço.

Jornal da Faculdade Indígena. Esses foram diagramados por mim.

Meu Editorial.

Área de Ciências Florestais, ameeeeeeeeeeei o tempo que passei pela UFLA.

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Certificados de Etapas em que passamos no Campus e em campo (aldeias)






Gincana, índios X não-índios. No detalhe eu e Rivelino e embaixo eu e Nando (ele de menina e eu de menino, abafa).

Professor Marcos, eu e Rivelino.

Comemorando os 25 anos de Ciências Florestais na UFLA, eu e Emily.

Trabalhando. Eu, Elza e aluno Xavante.

Banco Karajá, um dos muitos artefatos indígena que temos em casa.

Esteiras Mehinako na varanda.

Na sala.

E agora o que fica além da saudade, é o reconhecimento.

Sou uma pessoa abençoada, vivida e rodada...hehehe. Mas eu gosto.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mesa posta...


...para refeições em família sempre que possível, seja ela simples ou mais elaborada. Essa é uma constante aqui em casa, ainda que não estejamos todos juntos. Sempre, sempre mesmo procuramos fazer nossas refeições à mesa. A Susi do blog "Copy & Paste" fez uma postagem linda dando dicas de como montar uma mesa fofa. Eu já havia falado sobre o tema aqui, mesa essa que adornei com peças zambianas e marroquinas. Mas o mais importante em meu ponto de vista é manter esse hábito, que acredito ser muito saudável para a família. Momento usado para por o "papo" em dia, sem a intervenção da TV. Eu gosto e vocês, como fazem em vossas casas? Sei que com a correria do dia-a-dia as vezes se torna impossível manter essa rotina. Mas eu aprendi assim e ensinei assim para meus filhotes.

Filhota mais velha não come carne vermelha, leia-se: bife e carne de panela. Mas come frango, peixe, camarão, linguiça, coraçãozinho de galinha e empanados. Acabamos diminuindo consideravelmente a quantidade de carne vermelha consumida aqui em casa.

Hoje, além da saladinha básica, do arroz e do feijão, fiz purê de batata, coração de galinha e batata assada (não sei preparar frituras). Não falta na nossa mesa farinha e o molho de soja. Gosto de cozinhar e aproveito quando estou em casa para preparar comidinhas que as meninas gostam, tudo muito simples mas preparado com muito carinho. Beijocas!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hunrum...


...olhem quem eu peguei no flagra. Essa é a Gabi a menina mais velha "enxeridando" no quarto da Natacha a caçula. Sabe por quê????

Eis o motivo: os perfumes da Natacha. Mas não fiquem com dó da moçoila.

Ela também têm bons perfumes, mas adora "surripiar" umas gotinhas dos perfumes da maninha. Coisas de irmãs. Esses abaixo são da Gabi.

Depois de enxota-la do quarto da caçula...

...apresento a vocês, arteiras de plantão (o que não é o meu caso) a colcha da Natacha.

Foi a bisavó quem a presenteou. Olhem o detalhe.

Estava guardada a alguns anos, esperando que a dona tivesse idade suficiente para apreciar o presente.

Para "ornar" rosa, mão de acrílico com anéis e o celular, e o "paninho" que veio de Burano na Itália.

Do lado a poltrona em formato de mão veio da Zâmbia e abriga o urso (coisa de mocinha que ainda é criança).

Caixinhas acondicionam pinduricalhos e dão um aspecto organizado ao quarto.

A dona é caprichosa, quando quer/pode. Já foi mais, hoje com todos os compromissos diários tem tido menos tempo. Mas é bem bonitinho/organizado o quarto da menina caçula.

Beijocas a todos e bom início de semana.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Domingo...


...de ócio...

...e preguiça...

...eu fico aqui, fugindo da câmera...

...fingindo de cega...

...mas não tem jeito...

...é duro ser bonita e fotogênica...

...tem sempre uma paparazzi escondida nos lugares mais estranhos...

...tento me fazer de difícil, mas na verdade eu sou "facinha"...

...ela vem e me dá um cheiro no "cangote"...

...e eu retribuo...

...afinal, ela é simpática...

...é moderna, ousada e modesta (oi???) ...

...mas ainda não há uma tatoo em minha homenagem...

...então eu venho à público reclamar: Também quero estar eternizada em sua pele. Diz que sim mamãe, diz que sim!

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Sorriu mais um dia

(Elielson Pereira de Assunção)

Hoje o sol sorriu para mim de novo,

Aqueceu-me, irradiou-me energia.

Sorriu mais um dia.

Mais um dia de rotina.

Dormir, acordar, trabalhar, comer e outra vez dormir...

Mais um dia embarcado.

Mas amanhã a nau aporta.

Amanhã vou voar, vou ver o sol.

Vou andar de mãos dadas com minha menina.

Na beira do mar vamos ver o sol e o luar.

Vou ver aqueles que estão ao meu redor.

A vida que nasceu.

Ver minha raiz.

Meus três brilhantes, minhas plantinhas que as vi pequenas,

Adubei, fiz o melhor que pude,

Hoje já grandes, já nem dependem tanto de mim,

E sinto que cada dia estou mais dependente delas.

Hoje o sol sorriu pra mim de novo

Vou caminhar na beira do mar com ela.

Ver nosso recanto.

Ver nossas plantinhas.

Ver nossas raízes.

Vamos caminhar de mãos dadas pela praia.

Ver o sol, ver o luar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Programa de meninas...


...para o sábado. A pessoa sai de casa bonitinha, de banho tomado e vestida de senhora respeitável (tá bom, nem tanto)...

...mas a pessoa em questão não sabe se comportar...

...e na rua a pessoa arrebenta a sandália de modo que acaba voltando para casa para trocar a "dita cuja". Como o calor está de matar, dá-lhe tomar banho e pôr uma roupa mais leve.

...menina mais velha sempre muito séria vai fazer as obrigações da casa, tais como abrir o portão enquanto eu e a caçula fazemos "macaquices"...

...almoçamos fora, mas ninguém quis que fotografasse a comida pois estávamos todas "varadas de fome". Foi um programa bem "mulherzinha"...refri, suquinho, óculos e, celulares que praticamente só usamos entre nós, dispostos sobre a mesa atrapalhando o trabalho do garçom. (Mentira, a menina mais velha recebe/faz uma ligação atrás da outra. A caçula é pão-dura e portanto não costuma por crédito no celular)...

...após o almoço nos arrastamos de barriga cheia pelo Shopping/galeria e o que vimos em uma vitrine???? 50% de desconto em todo o estoque, uebaaaaaaaaa e lá fomos nós. A menina mais velha comprou dois jeans, a caçula não quis nada e eu acabei comprando três jeans e uma rasteira. Viu como a menina caçula é pão dura, faz economia até o a grana dos pais (tem mãe que é cega)...

...chegando em casa marido "diliça" já estava nos esperando. É assim que nos falamos/vemos todos os dias. Ai que saudades dele. Vem logo menino, vem...

...Fúh (a canina caçula) que só falta falar passa boa parte do dia "sentada" no sofá ouvindo o que se passa na rua. Mas se alguém vai até a cozinha ela corre atrás pensando que ganhará algum petisco. Depois dizem que cachorro não pensa.

...e assim foi nosso sábado que já está quase terminando, pensa que acabou? Que nada. Ainda ganhei selinho fofo da Carmem do blog "Uma palavra depois da outra", ela tem um blog formidável e sempre me divirto com as histórias que incluem o "Bem". Quem é o "Bem"??? Vai lá saber. Garanto que gostarão.

A regra é: passar para três blogueiros que fizeram/fazem a diferença para mim.

Então eu o repasso para: a Ana Maria do blog "Jeito de Casa" por ser visita constante aqui no blog, por dividir conosco sua vida, por ter uma família linda e não ter receio de "expor com moderação" seu dia-a-dia. Além de nos oferecer dicas selecionadíssimas.

O mesmo vale para as outras duas escolhidas. Daniela do blog "Amor através das mãos", mulher prendada e talentosa, cujo amor pela família é quase palpável aqui do outro lado.

E para a Josi do blog "Um bom lugar", cuja química entre nós rolou quase que no primeiro contato. Ela é designer e faz um trabalho incrível de customização de tênis, além de outros é claro.

Particularmente gosto muito de blogs familiares como os delas. Neles, além de conhecermos melhor cada uma, torcemos, nos alegramos, sorrimos e até nos entristecemos e choramos com as conquistas/dilemas/alegrias e tristezas diárias. Não é o máximo?!

Esse é o selo meninas:

Então é isso, beijocas a todos e todas e que o nosso/vosso final de semana seja abençoado.

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