...contato com Ouro Preto não poderia ter tido melhor. Digo meu, porque marido e filhota mais velha já conheciam a cidade. Chegamos mais tarde do que esperávamos, mas com a reserva feita na Pousada Laços de Minas. 
Acertamos em cheio na escolha, muito bem localizada, atendimento da melhor qualidade e excelente infra-estrutura. Farei um post específico sobre ela depois, super indico.

Tomamos nossos banhos e fomos tomar um caldo nas dependências da pousada.

Devidamente aquecidos pelo caldo fomos a um dos Restaurantes indicado pelo recepcionista. Escolhemos o Bené da Flauta e não nos desapontamos. Ambiente muito aconchegante e comida da melhor qualidade. Chegamos em pleno Festival de Inverno e a cidade estava com uma programação mais que especial. 
Noutro dia, com olhos ansiosos fomos andar pela cidade. De cara fomos abordados por um guia (ele quem fez a foto), apesar do camarada parecer muito bem informado para prestar esse tipo de serviço não o contratamos. Minha intenção era ficar a sós com as meninas, isso porque tínhamos poucos dias para curti-las e colocar uma pessoa estranha em nosso meio estragaria esse desejo. Não sei se acertei na decisão, o fato é que talvez tenhamos perdido em conhecimento histórico, mas ganhamos em amor. Afinal Ouro Preto é uma cidade que teremos outras oportunidades de voltar.

Sendo assim fizemos nosso passeio tranquilos, sem a correria comum quando se está com um guia. Usufruímos da paisagem e da companhia das meninas.

Fomos almoçar num simpático restaurante chamado O sótão, comida saborosa, atendimento despretensioso e ambiente ultra agradável.

Depois que dispensamos o guia e demos uma volta na região central da cidade nos perguntamos e agora, para onde vamos? Confesso que senti um pouco de culpa nesse momento achando que poderíamos decifrar os enigmas da cidade sozinhos.

Mas logo percebi que havia feito a escolha certa, facilmente encontramos a Mina do Jeje que marido queria muito conhecer. Mina artesanal de ouro. Nunca havia tido essa experiência e gostei do visual apesar de ter ficado perturbada com o sofrimento imposto aos escravos que trabalhavam nela.

No outro dia fomos a Mariana de trem, passeio por belíssimas paisagens e abismos de tirar o fôlego. 
A estação bastante charmosa foi uma boa surpresa.

Meu menino e minhas meninas curtindo cada segundo juntos.

Mas o interesse maior por Mariana estava na Minas da Passagem, marido queria muito fazer essa visita. Até parece que ele não desce uma mina subterrânea todos os dias...rsrsrs. Voltamos para Ouro Preto de ônibus. 
De noite voltamos para Mariana que comemorava seu aniversário com três excelentes shows.

Começou com Sá e Guarabyra, passando por Flávio Venturini e depois 14 Bis. Para finalizar todos eles sobre o palco, cheguei a gravar um vídeo com a última música, mas esqueci na máquina da Gabi. 
No sábado, depois de três agradáveis noites em Ouro Preto fomos para Barbacena onde minha mana e família vivem. Além de visitá-los tivemos a oportunidade de participar do Festival da Loucura e ouvir Ariano Suassuna na palestra "A loucura na Criação Literária". Muito, muito bom. 
Para finalizar a noite fomos ao show de Zeca Baleiro, apesar do show dele parecer muito bom não conseguimos ouvir mais do que cinco músicas. Empurra empurra, gente mal educada brincando de trenzinho, briga e show parado por três vezes. Restou nossa indignação e a do cantor que estava visualmente chateado. Uma pena. Mas como Zeca é jovem, sabemos que não nos faltará outra oportunidade, assim como voltar a Ouro Preto para explorar museus e igrejas. Já os quatorze dias em terra brasilis foram todos das nossas meninas. Beijocas!
