Redirecionamento

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Malhação em família


Nessas férias aproveitamos para fazer um 'checkup' geral. Resultado: marido hipertenso e eu com colesterol elevado. Obviamente eu já esperava isso por causa do meu excesso de peso. O lance agora é correr literalmente atrás do prejuízo. Vale qualquer tipo de exercício aeróbico. Marido, que segundo o médico tem um excelente preparo físico (eu sei, eu sei disso faz tempo), decidiu cortar a carne vermelha. Em casa ele não perdeu tempo.

Malhou com a caçula.

Enquanto Gabi pulava corda (ela é a melhor de casa nessa modalidade).

Brincou no mini pula-pula.

Enquanto Gabi brincava com o saco (ela treina boxe).

Com o menino do meio iniciou as aulas de Jiu-jitsu.

Meninos brincando.

A Fú, nossa mascote, foi castrada e estava se recuperando ao sol.

No domingo de Páscoa marido e eu escondemos os ovos de chocolate como de costume.

Só deu moleque correndo.

Procurando no armário da cozinha.

No quarto da mana mais velha.

Dentro da máquina de fazer pão.

Onde escondemos o ovo da caçula.

Mas quem só encontrou na base do 'tá frio' 'tá quente' foi a Gabi.

A criança mais levada da casa.

Nossas férias foram de muito trabalho, muitos exames, surpresas e lágrimas. Quando eu me sentir mais a vontade decido se compartilho ou não com vocês. No mais a viagem de volta para o Congo foi muito tranquila, conseguimos deixar tudo organizado no Brasil e agora esperaremos até agosto, quando iremos para o MT visitar nossos pais.

E a vida segue e se tem algo que não tenho medo é da vida.

Beijocas pessoal!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Encontros e despedidas


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viagem ao extremo Sul da Bahia e Abrolhos


Desde o ano passado temos buscado uma oportunidade para visitar o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, sonho adiado e finalmente realizado nessas férias.
Marcamos a viagem para os dias 15 à 17 com chegada prevista para dia 14 onde iríamos dar início ao curso de mergulho. Não sei se foi pela ansiedade, mas acabei errando a data e as nove horas do dia 13 estávamos na porta da Laila, proprietária da empresa Apecatu Expedições que iria nos ciceronear no parque.
Imagine a cara dela de espanto. Depois do susto inicial decidimos que 'o que não tem remédio, remediado está'...aproveitamos o fato de termos ido de carro para passear pela região. Saimos de Caravelas, seguindo para Alcobaça e depois Prado onde almoçamos. No final da tarde voltamos para Caravelas em busca de um lugar para pernoitar por duas noites.
Optamos pelo Hotel Marina Porto Abrolhos localizado na praia da Barra.

O lugar é incrível, têm 20 anos e está totalmente em forma.

Fizemos todas nossas refeições lá.

Piscina no final da tarde.

Vista para o mar.

Nosso bangalô levava o nome da filha mais velha.

Aliás, a característica que mais me chamou a atenção no Hotel foi o fato de todos os bangalôs levarem o nome de obras e/ou personagens de Jorge Amado, na biblioteca também haviam vários títulos do autor disponíveis para leitura, provavelmente uma paixão dos proprietários.

Marido aproveitou nosso dia a mais para fotografar aquilo que mais lhe chama atenção: Igrejas.




Conforme o combinado, no dia 14 começamos o curso de mergulho. Apesar da boa vontade do dono da piscina, senti-me a própria Fiona no pântano, pois a água estava verde. Esperamos, esperamos e quando vimos nosso instrutor e seu parceiro haviam conseguido dar um jeito na piscina e lá fomos nós cair no pântano, digo, na piscina munidos de nadadeira, máscara, snorkel, roupa de neopreme e o colete acoplado ao cilindro. Contando com a paciência do professor consegui enfiar a cara embaixo d'água.
No outro dia bem cedinho, lá estávamos nós no Porto de Caravelas prontos para embarcar no Titan, um trawler de 74 pés.

No caminho as paisagens eram registradas pelos nossos olhos e pela câmera nas mãos do marido.

Paisagem bucólica.

Solidão.

Depois de quatro horas avistamos Abrolhos de longe.

A cor da água não deixa nada a desejar a Ile Maurice ou a Sharm El Sheikh.

O Arquipélago é constituído por cinco ilhas: Santa Bárbara (sob controle da Marinha), Siriba, Redonda, Sueste e Guarita, essas quatro ficam sob o cuidado do Instituto Chico Mendes.

A visibilidade não estava das melhores, mas bom o suficiente para a prática do snorkel. Apesar de ser lindo, a maior atração do parque está sob a água. Se o motivo do passeio não for ver a baleia jubarte que estão por lá de julho a novembro, mergulhar é imprescindível. Contudo, essa não foi uma idéia muito fácil de por em prática.
No primeiro dia não teve jeito, fiquei tensa toda vida e não consegui ficar submersa mais do que um metro.

O sono também não foi dos mais fáceis na primeira noite, não só pelo sacolejo do barco que fica ancorado a pouco metros da ilha, mas também pela pressão de ter que tentar mergulhar no outro dia. Lá pelas cinco da madrugada perdi o sono e chamei o marido para ver o nascer do sol.

Éramos em quatro passageiros e cinco tripulantes, sendo que dois dos passageiros já eram mergulhadores. O instrutor teve a maior paciência do mundo. Fiz snorkel para relaxar e depois do almoço seguimos, marido e eu para uma parte menos funda. Consegui descer a uma profundidade de aproximadamente quatro metros por aproximadamente trinta minutos. Não tenho nenhum controle do corpo na vertical, porém na horizontal tenho boa flutuabilidade. Preciso me acalmar, segundo nosso instrutor devo voltar para o Yoga.

Já para o marido, que havia feito o batismo em Maurícios as coisas foram mais tranquilas.

Quando ele não estava mergulhando, estava fotografando.

E eu ficava no barco curtindo a paisagem. Não mergulhei mais, mas não desisti. Abaixo a Ilha Guarita, onde os atobás ficam nidificando nas formações rochosas.

A Ilha de Santa Bárbara que fica sob o controle da Marinha, tem casas construídas na década de cinquenta. Essa é para receber as autoridades em visita ao Arquipélago.

O farol completará 150 anos em maio e foi reformado para a comemoração.

O parque também fez aniversário, 28 anos. Na segunda temporada do programa Globo Mar da Globo a estréia foi em Abrolhos, com apresentação de Ernesto Paglia e Glenda Kozlowski e como convidado o ator Thiago Lacerda. Isso deve atrair ainda mais curiosidade para a região.

Dentro do farol.

Marido segurando na palma da mão a Ilha Siriba.

A segunda noite no barco foi tranquila, dorminos que 'nem nenem', nos disseram que o barco mexeu horrores, coisas caíram no chão e marido e eu não vimos nada.

Brincando.

Marido mergulhou no Rosalinda que afundou em 1955.

Bandeira pintada na frente do Titan indica que é um barco de mergulho recreativo.

Marido lindo e sarado, feliz da vida com seus cinco mergulhos.

Desculpem-me pelo loooooooongo post, mas é difícil ser suscinta com tanta diversidade. Abrolhos é para aqueles que gostam da natureza, para os urbanos pode se tornar um tédio.
Para nós fica a um pulo de casa, isso facilitará outras visitas.

Beijocas a todos e bom feriado, ficaremos em casa curtindo a meninada para seguir viagem na quarta-feira.

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