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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sessão...


...nostalgia despertada por dois fatos que ocorreram ontem. Primeiro li um texto da Laély em blog alheio, no caso o Bicha Fêmea e logo em seguida fui à escola da menina caçula para a primeira reunião escolar do ano.
Fiquei encantada com a fala apaixonada da Coordenadora Pedagógica da escola e lembrei-me do tempo em que eu atuava na Academia.
Com um público mais que seleto: Indígenas. Estudei faculdade de Matemática e Engenharia Florestal, abandonadas pelas constantes mudanças. Apaixonei-me por ambas as áreas, mas a licenciatura é uma delícia.
Trabalhei por três anos na UNEMAT, Campus de Barra do Bugres na Faculdade Indígena Intercultural, onde cento e oitenta acadêmicos indígenas mato-grossenses e vinte de outros estados ingressaram naquela que foi a primeira Faculdade indígena na América Latina, com mais de trinta etnias.
Vou me ater a essas informações, quem tiver maior interesse pode conhecer o site da Instituição. Hoje, tenho me dedicado somente à família e não me arrependo apesar de sentir saudade.
A mulher atual exerce uma dupla, tripla jornada de trabalho. Cuida dos filhos, do marido, da casa, trabalha fora, prepara o jantar, corre o dia todo e de noite tem que se transformar em "mulher nova, bonita e carinhosa...".
Só quem é mulher pode entender o que se passa na cabeça de outra, as dificuldades, os anseios, a culpa, a dúvida, são sentimentos constantes que nos acompanham pela vida toda. Nunca estamos 100% certa de que estamos certas, sempre achamos que poderíamos ter feito melhor.
Acho que Deus quis me jogar num balaio multicultural e multidisciplinar desde pequena. Comecei a andar ainda bebê até a adolescência pelas regiões Norte e Centro-oeste em companhia dos meus pais.
Nasci em Roraima, vivi no Amazonas, no Pará, em Goiás, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em Minas, fui para a Zâmbia e agora caí na República Democrática do Congo.
Minha vida nunca foi normal, minhas raízes sempre se esticaram mais do que a da grande maioria. E o que eu ganhei com isso??? Tolerância, conhecimento e respeito ao próximo. Ilustro esse texto com algumas passagens da minha vida acadêmica/profissional.

Tenho bastante material bibliográfico guardado, de vez enquando saio com um livro embaixo do braço.

Jornal da Faculdade Indígena. Esses foram diagramados por mim.

Meu Editorial.

Área de Ciências Florestais, ameeeeeeeeeeei o tempo que passei pela UFLA.

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Certificados de Etapas em que passamos no Campus e em campo (aldeias)






Gincana, índios X não-índios. No detalhe eu e Rivelino e embaixo eu e Nando (ele de menina e eu de menino, abafa).

Professor Marcos, eu e Rivelino.

Comemorando os 25 anos de Ciências Florestais na UFLA, eu e Emily.

Trabalhando. Eu, Elza e aluno Xavante.

Banco Karajá, um dos muitos artefatos indígena que temos em casa.

Esteiras Mehinako na varanda.

Na sala.

E agora o que fica além da saudade, é o reconhecimento.

Sou uma pessoa abençoada, vivida e rodada...hehehe. Mas eu gosto.

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