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quarta-feira, 23 de março de 2011

A puta, o viado, a sapatão e o simpatizante


Há quem torça o nariz, há quem diga que não assiste, há quem debate e defende seus participantes preferidos, há quem nem sabe que existe.
Estou falando do BBB programa que chamou minha atenção quando o Jean Willys ganhou a edição 5. Só então passei a assistir um ou outro programa, pode me xingar, mentiras sinceras me interessam.
Apesar de não estar acompanhando a atual edição (na Globo Internacional os programas passam com data retroativa, ou seja, o bonitão do Rodrigão rimou só vai sair hoje) assisti ao início do programa aí no Brasil até a reentrada do Mau Mau.
De lá para cá acompanho pela internet. O cara tinha tudo para ser um dos finalistas, mas pôs tudo a perder por bancar o falso moralista e o sabe tudo.
Ser bom moço é bem mais que 'não pegar' uma mima que supostamente teve vida fácil. Oi(???). Levou consigo a Jaqueline, a Paula (roraimense como eu) e agora o Rodrigão...alianças hipócritas que não deram em nada.
Noutro dia vi Preta Gil dizer que gostaria que o Daniel ganhasse, apesar dela achar que o Brasil não está pronto para isso.
O fato é que apesar de não poder acompanhar direito tenho tirado minhas conclusões, a primeira de que já passou da hora de repensarmos a família brasileira, as relações homo-afetivas e o comportamento feminino diante da sexualidade.
Hoje somos: Papai, papai e filhos. Mamãe, mamãe e filhos, Pai, mãe e filhos. Mãe e filhos. Pai e filhos. Mãe, padrasto e filhos. Pai, madrasta e filhos e por aí vai.
Achamos normal ir a um churrasco, encher a cara de cerveja e depois ir dirigindo o carro com os filhos sentados no banco de trás, muitas vezes sem cinto de segurança.
Mas achamos anormal a condição sexual das pessoas. Usei o termo puta porque é assim que a Maria foi tachada (e toda mulher mais gostosa do que nós merece ser chamada de puta...rsrsrs). Daniel 'o Viado' por motivos óbvios. Diana nem é assim uma sapatão, no máximo um ser andrógino. E o médico, bem, para dizer a verdade achei ele um 'puta viado' no dia que entrou. Mas pelo jeito eu errei no meu pré-julgamento.
O mundo não é feito de famílias que parecem ter saído de um comercial de Doriana, tão pouco de gente estudada, viajada e culta.
O Brasil é um país popular, com pessoas que dão um duro danado para fazer um salário de pouco mais de R$ 500,00 chegar ao final do mês. Nas horas vagas o lance é dançar funk, se acabar no pagode ou no samba, comer um churrasquinho 'de gato' na rua, fazer uma 'fézinha' no jogo do bicho, assistir ao BBB para depois encarar um busão lotado para ir trabalhar na segunda-feira ainda de madrugada.
Não levemos tudo tão a sério, nem todo mundo nasceu para ser Danuza Leão ou Constanza Pascolato. E qual é o problema nisso? Se até o Bial se rendeu a um programa popular (tá, eu sei, ele ganha para isso). Só não entendo porque ele insiste em fazer um paralelo entre os clássicos da literatura infantil com o perfil dos emparedados. As caras de quem tá mais 'perdido que cego em tiroteio' são as melhores.

Big Brother Brasil para mim é igual a eleição e reeleição do ex-presidente Lula e a eleição da nossa atual Presidenta. Muita gente vota, mas não admite porque isso é coisa do povão. E eu, bem, eu não sou povão. Faça-meofavor, pelo menos 50% de nós somos e a outra metade finge não ser!!!

Acho que seria bom eu me tornar um pouco mais puta, digo, menos gorda.

Sorry people, sei que muitos de vocês não usam os termos usados no post, nem tudo é perfeito. Aliás, quero distância da chamada perfeição.

Beijocas!

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