Redirecionamento

Mostrando postagens com marcador Devagar vou postando sobre nosso roteiro cultural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devagar vou postando sobre nosso roteiro cultural. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Entre prosa & verso


Quem aqui nunca ouviu falar de Drummond, mineiro de Itabira, poeta brasileiro com uma vasta obra da melhor qualidade? E é através do poema "Quadrilha" que vou começar nossa prosa.

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.

É mais ou menos assim que nasce essa história. Através do mundo virtual conheci Laély, que conhecia Ana e que foi apresentada a mim. Não de forma direta, mas nessas muitas voltas que damos na teia virtual caí no Ana Sinhana. Observando aqui e ali a relação de carinho e amizade entre as duas tomei gosto por ambas. Uma pela escrita da melhor qualidade e outro pelo trabalho da melhor qualidade. Fato que não impede a primeira de ser arteira e tampouco a segunda de escrever muito bem. Admiração brotada em meu coração vou chegando de mansinho. Comentário vai, comentário vem. Emails trocados e pronto nasce uma nova amizade. Ana é mulher direta, quase "tinhosa", tem um charme despretensioso e cativante. Quem anda pelo território da moça sabe bem do que estou falando. Nessas trocas de emails um dia recebo um pedido que me deixou envergonhada. (Taia, quando vc vier pro Brasil, me manda seu endereço? [...] quero te mandar um presentinho). Mais de um mês depois, enviei o endereço num misto de alegria e desconcerto. Às vezes nos sentimos assim quando recebemos demonstração de afeto gratuita. Mas foi tão bom quando o pacote chegou aqui em casa tão delicado e cheio de "belezuras". Ana me enviou uma carteira fofa e um grampo de cabelo que bordejaram junto de mim por terras mineiras nesses últimos dias. A luvinha de maçã verde ficará guardada até a próxima vinda ao Brasil, filha mais velha que me perdoe, mas tem certas coisas que não podem ser divididas. No pacote veio junto um bilhete fofo numa letra miúda que combinam com os olhos da moça.

Frente

E verso de um mesmo carinho.

Para aproveitar a viagem encomendei da Ana, uma de suas especialidades: a coruja. Mamãe às vezes é chamada assim pelo meu pai. Apelido que ela odeia. Espero que a penosa ajude-a lidar melhor com o apelido carinhoso e nada mentiroso. A fofa chegou embrulhada em poás, estampa que eu adoro.

Vestida de fita métrica que remete a profissão de minha mãe, quase que a bonita não vai para o MT já que antes do vôo final resolveu aninhar-se em minha cama.

Olhando para o Divino que ganhei do marido, dei-me por conformada apenas com as imagens da penosa sabichona. Duas aves tão diferentes por certo não se dariam bem num espaço pequeno.

E assim com a coruja cheia de bossa e envolta em minha echarpe estendo a vocês, pessoas não menos importantes, o carinho que tenho por esse espaço virtual e pelas amizades nascidas aqui.

Beijocas e bom início de semana a todos.



LinkWithin

Related Posts with Thumbnails