... da nossa menina mais velha. Escrevi em 2008 um texto que considero atemporal, porque ainda que estejamos velhinhas ele será o retrato fiel da nossa trajetória. Feliz aniversário minha linda, que Deus te cubra de bênçãos e não permita que nenhum mal se aproxime.

15 de junho de 1988 uma menina esperando outra está sentindo as dores do parto daquela que modificaria para todo o sempre sua vida.
A menina tão menina, com seu corpo franzino, não pôde trazer sua boneca ao mundo por vias normais, uma adolescência perdida e uma maturidade encontrada.
De meu ventre veio ao mundo minha menina Gabriela, Gabi, Bibi, Biela…tantos nomes para emoldurar aquele pequeno rosto que há meses havia aprendido a amar.
Quando se tem nas mãos um bebê numa idade tão precoce, temos dois caminhos. Ou será nosso irmão ou nosso filho e eu optei para que você fosse minha filha, minha menina, minha vida.
Sei que nem sempre minhas palavras são doces, mas aprendi desde cedo que isso era necessário, para que soubesses que vim ao mundo para te orientar, para ser bem mais que amiga, para te mostrar o "certo" e o "errado".
E com isso errei muito, porque uma menina não tem como saber o que é certo e errado, ainda assim fiz um bom trabalho porque você é uma filha maravilhosa, obediente e responsável. Meu raio de sol.
E lá se foram 22 anos e tenho que concordar com Lucinha Araújo, "Só as mães são felizes".
Entre as dores e delícias da maternidade a mulher descobre que esse é nosso maior feito.
Somos nós as detentoras do poder de gerar vida. E você minha Gabi, minha menina de olhos de jabuticaba é minha vida.
Pedaço de mim, andante, falante, pensante. Te amo para todo sempre, em todas as dimensões, razões, definições.
Ter você em minha vida é uma dádiva que agradeço todos os dias. É uma honra ser mãe de uma pessoa como você. Não poderia ter sido diferente.
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Beijocas especiais para a Gabi e que o Brasil faça uma estréia bacana como presente para todos nós.
