Redirecionamento

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viagem ao extremo Sul da Bahia e Abrolhos


Desde o ano passado temos buscado uma oportunidade para visitar o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, sonho adiado e finalmente realizado nessas férias.
Marcamos a viagem para os dias 15 à 17 com chegada prevista para dia 14 onde iríamos dar início ao curso de mergulho. Não sei se foi pela ansiedade, mas acabei errando a data e as nove horas do dia 13 estávamos na porta da Laila, proprietária da empresa Apecatu Expedições que iria nos ciceronear no parque.
Imagine a cara dela de espanto. Depois do susto inicial decidimos que 'o que não tem remédio, remediado está'...aproveitamos o fato de termos ido de carro para passear pela região. Saimos de Caravelas, seguindo para Alcobaça e depois Prado onde almoçamos. No final da tarde voltamos para Caravelas em busca de um lugar para pernoitar por duas noites.
Optamos pelo Hotel Marina Porto Abrolhos localizado na praia da Barra.

O lugar é incrível, têm 20 anos e está totalmente em forma.

Fizemos todas nossas refeições lá.

Piscina no final da tarde.

Vista para o mar.

Nosso bangalô levava o nome da filha mais velha.

Aliás, a característica que mais me chamou a atenção no Hotel foi o fato de todos os bangalôs levarem o nome de obras e/ou personagens de Jorge Amado, na biblioteca também haviam vários títulos do autor disponíveis para leitura, provavelmente uma paixão dos proprietários.

Marido aproveitou nosso dia a mais para fotografar aquilo que mais lhe chama atenção: Igrejas.




Conforme o combinado, no dia 14 começamos o curso de mergulho. Apesar da boa vontade do dono da piscina, senti-me a própria Fiona no pântano, pois a água estava verde. Esperamos, esperamos e quando vimos nosso instrutor e seu parceiro haviam conseguido dar um jeito na piscina e lá fomos nós cair no pântano, digo, na piscina munidos de nadadeira, máscara, snorkel, roupa de neopreme e o colete acoplado ao cilindro. Contando com a paciência do professor consegui enfiar a cara embaixo d'água.
No outro dia bem cedinho, lá estávamos nós no Porto de Caravelas prontos para embarcar no Titan, um trawler de 74 pés.

No caminho as paisagens eram registradas pelos nossos olhos e pela câmera nas mãos do marido.

Paisagem bucólica.

Solidão.

Depois de quatro horas avistamos Abrolhos de longe.

A cor da água não deixa nada a desejar a Ile Maurice ou a Sharm El Sheikh.

O Arquipélago é constituído por cinco ilhas: Santa Bárbara (sob controle da Marinha), Siriba, Redonda, Sueste e Guarita, essas quatro ficam sob o cuidado do Instituto Chico Mendes.

A visibilidade não estava das melhores, mas bom o suficiente para a prática do snorkel. Apesar de ser lindo, a maior atração do parque está sob a água. Se o motivo do passeio não for ver a baleia jubarte que estão por lá de julho a novembro, mergulhar é imprescindível. Contudo, essa não foi uma idéia muito fácil de por em prática.
No primeiro dia não teve jeito, fiquei tensa toda vida e não consegui ficar submersa mais do que um metro.

O sono também não foi dos mais fáceis na primeira noite, não só pelo sacolejo do barco que fica ancorado a pouco metros da ilha, mas também pela pressão de ter que tentar mergulhar no outro dia. Lá pelas cinco da madrugada perdi o sono e chamei o marido para ver o nascer do sol.

Éramos em quatro passageiros e cinco tripulantes, sendo que dois dos passageiros já eram mergulhadores. O instrutor teve a maior paciência do mundo. Fiz snorkel para relaxar e depois do almoço seguimos, marido e eu para uma parte menos funda. Consegui descer a uma profundidade de aproximadamente quatro metros por aproximadamente trinta minutos. Não tenho nenhum controle do corpo na vertical, porém na horizontal tenho boa flutuabilidade. Preciso me acalmar, segundo nosso instrutor devo voltar para o Yoga.

Já para o marido, que havia feito o batismo em Maurícios as coisas foram mais tranquilas.

Quando ele não estava mergulhando, estava fotografando.

E eu ficava no barco curtindo a paisagem. Não mergulhei mais, mas não desisti. Abaixo a Ilha Guarita, onde os atobás ficam nidificando nas formações rochosas.

A Ilha de Santa Bárbara que fica sob o controle da Marinha, tem casas construídas na década de cinquenta. Essa é para receber as autoridades em visita ao Arquipélago.

O farol completará 150 anos em maio e foi reformado para a comemoração.

O parque também fez aniversário, 28 anos. Na segunda temporada do programa Globo Mar da Globo a estréia foi em Abrolhos, com apresentação de Ernesto Paglia e Glenda Kozlowski e como convidado o ator Thiago Lacerda. Isso deve atrair ainda mais curiosidade para a região.

Dentro do farol.

Marido segurando na palma da mão a Ilha Siriba.

A segunda noite no barco foi tranquila, dorminos que 'nem nenem', nos disseram que o barco mexeu horrores, coisas caíram no chão e marido e eu não vimos nada.

Brincando.

Marido mergulhou no Rosalinda que afundou em 1955.

Bandeira pintada na frente do Titan indica que é um barco de mergulho recreativo.

Marido lindo e sarado, feliz da vida com seus cinco mergulhos.

Desculpem-me pelo loooooooongo post, mas é difícil ser suscinta com tanta diversidade. Abrolhos é para aqueles que gostam da natureza, para os urbanos pode se tornar um tédio.
Para nós fica a um pulo de casa, isso facilitará outras visitas.

Beijocas a todos e bom feriado, ficaremos em casa curtindo a meninada para seguir viagem na quarta-feira.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quem é vivo sempre aparece


Um dos propósitos da nossa vinda ao Brasil, foi sem dúvida terminar alguns projetos que tínhamos feito para o Recanto dos Capoeiras - nossa casinha que fica no litoral do extremo sul da Bahia. A pintura é projeto antigo que devia ter sido executado em julho passado. Como não fomos para a Bahia nessa época, adiamos para dezembro, mas com a família reunida para as festividades de final de ano também não foi possível.
Dessa vez fomos só marido e eu e enquanto mergulhávamos em Abrolhos, uma equipe contratada dava jeito na casinha. (Merecemos né?! Já que a pintamos todinha por dentro).
As cores escolhidas pelo marido para a área externa foram verde, amarelo, cinza e branco. Isso porque dentro quem escolheu a cor turquesa fui eu. Ficaram para trás os portões e a calçada que receberão tinta cinza da mesmo cor da grade das janelas.

Gostamos do resultado, optamos por usar tinta para piso que segundo o vendedor e o pintor é mais durável.

O madeiramento da garagem e varanda também receberão verniz nos próximos dias.

Cores da bandeira numa casa 100% brasileira.

Marido deu uma boa limpada no jardim.

Super equipado para tal função.

Saíram os pingos de ouro e as ixoras africana para dar lugar às Arundinas graminifolia, juntaram-se a elas os dois mexicanos da filha mais velha.

Garças, vasinhos e a coruja boliviana fazem graça no jardim.

Do outro lado um tuiuiú faz referência ao MT, terra natal do marido e dos filhotes e o flamingo lembra nossa estada em terras africanas.

João e Maria também vieram participar da brincadeira.

Esperamos ter uma touceira de arundinas até dezembro.

A varanda não foi ornada com nada, pois passamos pouquíssimos dias em casa, só mesmo minha arara e o mensageiro dos ventos trazido por minha amiga Vera das Ilhas Maurícios deram 'as caras' do lado de fora.

A antiga cabeceira da cama africana da Natacha virou um suporte para vasos.

Dentro de casa poucas alterações. A parede ganhou três novos quadros com fotos feitas por nós em Nova Viçosa, Sharm el Sheikh e Ile Maurice. Devagar irão sendo incorporadas novas imagens de nossas viagens. O estofado do sofá não foi providenciado, o tecido escolhido foi e voltou, mandarei fazer aqui em Minas mesmo. A pintura do jogo de sofá também não saiu.

Jogo de xadrez africano.

Da janela observo o jardim.

O Chaplin também ganhou tinta branca.

Berimbaus do marido e meus arcos.

O fogão não foi aberto, no balcão rolou no máximo um cafezinho.

Finalmente instalamos o mosquiteiro. Quarto azul e branco estilo Navy já que o de Minas é rosinha menininha.

Detalhe do fofo.

A cama também não foi pintada. Na parede peças de resina foram pintadas de azul bic e lixadas nas extremidades, indicação da Dani e da Ruby. O problema é a parede com textura atrás da cama (odeio) gruda tudo que você imaginar, inclusive o mosquiteiro. Pelo menos depois de pintada de branco consegui deixá-la menos feia.

Guarda roupa que herdamos na compra da casa.

Esse outro guarda roupa também herdamos, marido lixou e passou selador, ficou uma beleza e combinou 'super' com as camas que trouxemos da Zâmbia. Esse é o quarto do Raul.

Apenas uma manta sobre as camas esperando pelos filhos para que os quartos ganhem vida.

No quarto da caçula essa parede feia foi pintada (ela ainda não sabe) não tirei foto, mas posso garantir que ficou muito melhor toda branquinha. Quem em sã consciência tem coragem de pintar uma parede assim?!

Pelúcias da Tachinha.

Quarto da menina mais velha, essa cama tem mais de quinze anos. Também ganhou uma demão de selador depois de lixada.

Roupas e objetos pessoais esperando por ela.

Amanhã ou talvez depois volto para falar de nossa passagem pelo extremo sul da Bahia e pelo Arquipélago de Abrolhos.

Beijocas em todos e obrigada pelo carinho mesmo quando ando ausente.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Embarcando para...


...o Arquipélago de Abrolhos amanhã. A foto abaixo foi feito na Barra, povoado que pertence ao município de Caravelas no Hotel Marina Porto Abrolhos.

Beijocas em todos!


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Maratona


Toda vez que viemos para o Brasil trazemos mimos para os filhotes, mas dessa vez...
Nossa viagem foi uma maratona. Nosso vôo de Kolwezi (RD do Congo) para Johannesburg (África do Sul) atrasou quase duas horas em solo zambiano.
Quando finalmente conseguimos aterrizar para pegar nosso vôo para o Brasil, não havia ônibus para levar-nos ao terminal de embarque.
Vendo o rumo que as coisas estavam tomando, conversei com a comissária de bordo que agilizou uma van para que eu, marido e mais dois peruanos pudéssemos desembarcar.
Por sorte não havíamos levado bagagem e pudemos ir direto pela área 'em trânsito'.
Na imigração a longa fila nos fez desesperar mais uma vez, marido pediu ao grupo de aproximadamente trinta pessoas que nos sedecem gentilmente a vez.
Ainda existe gente solidária nesse mundo.
No balcão de check-in a atendente quase nos fez perder de vez o vôo com sua 'inércia' e má vontade. Mas enfim, conseguimos entrar no setor de embarque correndo como loucos e sem olhar para os lados.
Ainda bem que existe 'Duty Free' dentro do vôo. De lá vieram os relógios para as filhas.
Raul havia me pedido uma camiseta de rugby, engraçado é que antevendo a situação, a comprei ainda em fevereiro quando voltei para o Congo.
Mesmo com toda essa correria, marido não cansa. Chegamos por volta das 14:00 do sábado em casa, ainda assim ele assou carne para almoçarmos e mais tarde foi passar a máquina de cortar grama no quintal.
Não satisfeito, ontem ele mudou os móveis da sala de lugar.
De noite vai ao Jiu-jitsu com o Raul e de manhã vai no boxe com a Gabi, para a caçula prometeu malhar junto, mas ainda não conseguiram acertar as agendas. Não basta ser pai, há que participar e a molecada cobra. Ainda bem que disposição não lhe falta e paciência menos ainda. O oposto de mim.

Ganhei dele o tapete de pele de ovelha deliciosamente macio. Aqueceu a sala e deu um ar mais aconchegante.

Na cristaleira, mimos trazidos de nossas viagens e alguns presentes.

Iluminação intimista e rústica.

Vou providenciar um 'black-out' para por sob a cortina.

A phalaenopsis que ganhei da Fiat Laveli está florida novamente.

Do marido, ganhei o cimbidium que foi parar dentro do balde de gelo.

No tapete dá até para dormir, tamanha é sua maciez.

Fumiga aprovou.

Beijocas carinhosas para todos e todas!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lambendo as crias


Olá pessoal, desculpem-me pela falta de notícias. Chegamos bem Graças a Deus.
No momento estou correndo contra o tempo, oftalmo, ginecologista, cardiologista, exames, cabelo, sobrancelha, manicure, dermatologista, renovação de passaporte e pé na estrada já na sexta.
Destino? Bahia! Pintar a casa, pintar móveis, mergulhar em Abrolhos, sim, porque a vida também pede um pouco de diversão.
Páscoa com os filhos e depois Congo novamente...e a vida segue!
Beijocas a todos que aqui passaram e deixaram seu carinho no post anterior. No momento não estou podendo responder um a um. As visitas também estão sendo a conta-gotas e nada de comentários. Sei que vocês entendem.

Beijocas em todos vocês!

quinta-feira, 31 de março de 2011

We're going to Brasil


Saindo da RD do Congo amanhã pessoal, obrigada pelo carinho do vocês. O blog ficará 'off' por uns dias, pero no mucho, porque eu não aguento...rsrsrsrs.
Domingo é aniversário do neto, ou seja, na segunda provavelmente teremos fotinhos.

Acho tão difícil escrever Brasil com "z" (sou bairrista) ...tanto que fiz uma brincadeira com uma tatoo que tenho nas costas e as pessoas devem achar que foi escrito errado. E a 'licença poética' onde fica??? Rsrsrsrsrs.

Brazil com S - Rita Lee & Roberto Carvalho

Quando Cabral descobriu no Brasil o caminho das índias
Falou ao Pero Vaz para a caminha escrever para o rei
"Que terra linda assim não há
Com ticos-ticos no fubá
Quem te conhece não esquece
Meu Brazil é com S"

O caçador de esmeraldas achou uma mina de ouro
Carumurú deu chabú e casou com a filha do Pajé
Terra de encanto amor e sol
Não fala inglês nem espanhol
Quem te conhece não esquece
Meu Brazil é com S

E pra que gosta de boa comida aqui é prato cheio
Até Dom Pedro abusou do tempero e não se segurou
Oh" natureza generosa
Está com tudo e não está prosa
Quem te conhece não esquece
Meu Brazil é com S

Na minha terra onde tudo na vida se dá um jeitinho
Ainda hoje invasores namoram a tua beleza
Que confusão veja você
No mapa-múndi está com Z
Quem te conhece não esquece
Meu Brazil é com S

Beijocas, boa quinta e sexta-feira, bom final de semana e até breve.

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