.... a Cris Oliveira propôs um desafio, escrever quem a gente é. No mesmo dia, antes de dormir fiz a tarefa, mas não escrevi, dormi e esqueci. Mas fiquei com isso na cabeça. Quem sou eu?! Ao invés disso decidi escrever quem sou eu enquanto mãe, porque eu tenho várias facetas assim como muitas de vocês. No momento estou vivendo a minha porção mulher. Mas amanhã é dia das Mães e eu estarei sem nenhum filho para abraçar e beijar. Entre lágrimas e risos saiu esse texto. Sim, esse é um texto feminino, mas pode e deve ser apreciado também pelos homens do blog.
Eu mãe...

Sou guardiã da vida. Eu mãe, mãe de três. Três, trio...juntos ou separados sempre três. Gabi minha menina de olhos de jabuticaba, Raul meu gato manhoso, Natacha minha gata guerreira.

Cada um tem sua personalidade, todos amados pelo mesmo coração. O coração da Taia, que desde o dia 15 de junho de 1988 pulsa fora do corpo.

Como mãe sou fortaleza, sou diálogo, sou respeito. Sou doçura, sou rudeza, sou leoa. Mexeu com meus filhos, mexeu comigo. Pode crer. Mas não sou mãe que passa a mão na cabeça de filho que faz arte, pelo menos tento não ser.

Sou deboche, sou risada, sou esquisita. Meus filhos são indivíduos pensantes, mas às vezes tudo que eu quero é que eles voltem a serem pequenos. Enfiados embaixo das minhas pernas escondendo-se de todo mal, pendurados em minhas tetas, passando a mão em meus cabelos.

Taí uma coisa que eu nunca gostei e todos três amavam fazê-lo. Quando querem me irritar ainda hoje, fazem o mesmo ritual do cafuné.

Sou daquelas poucas mães que dorme enquanto a filha mais velha está na rua. Porque dou liberdade, mas em troca quero responsabilidade. Cobro, brigo, mas depois encho de beijos e afagos.

Sou chorona, em demasia. Mas normalmente nos braços do marido, quase nunca na frente deles.

Ofendo-me por pouco, dou liberdade mas só se vier acompanhada de respeito. Sim, acreditem, sou mãe a moda antiga. Ainda que não pareça.

Sou intransigente, mas posso negociar.

Sou grata, sou meiga, mas precisa me cativar. Não tenho tabus, conversamos sobre tudo.

Ouço, opino, concordo, discordo, negocio e às não permito.

Ver os filhos crescerem é mágico. Estar longe deles é sofrimento.

Vê-los tornar-sem boas pessoas, felizes e comprometidas consigo e com o próximo faz com que nos sintamos a maior e melhor mãe do mundo.

Os criamos para o mundo.

Ainda que lá no fundo do coração deseje que esse mundo seja ao meu lado.

Ajudá-los a realizarem seus sonhos, viajando e ampliando os horizontes. Tomando decisões ainda que às vezes não acertadas.

Mas como eu gostaria que essas descobertas e decisões fossem sempre aqui, junto de mim.

Como a maioria das mães sou egoísta, apesar de não admitir que eu seja. Vai entender coração de mãe. Tão controverso, mas cheio de amor.

Sou muralha, sou forte, sou transparente e objetiva, não sou incógnita, sou reta, sou mulher, sou mãe...de três, sempre três. Mas sem a ajuda do meu companheiro seria mais difícil e menos divertido. Então o texto é estentido a ele, que é uma Pãe...podem acreditar.

Sem esquecer jamais daquela que me deu muito mais do que a vida, me deu Amor, sempre Amor!!!
Feliz todos os dias das Mães para todas nós!